“Não me deste um beijo; mas ela...”
sobre alguns beijos literários, religiosos e históricos
DOI:
https://doi.org/10.46636/recital.v8i1.666Palavras-chave:
Beijo, Amor, Ato, MetáforaResumo
Este artigo tem por objetivo investigar os beijos, seus significados históricos e sentimentais em obras clássicas e universais. Busca compreender como, na literatura e na religião, o beijo assume concepções distintas da contemporânea, frequentemente associada ao romantismo e ao amor. O corpus analisado compreende o Novo Testamento, especialmente o Evangelho segundo Lucas; O beijo, de Anton Tchékhov; Dáfnis e Cloé, de Longo; e Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust. As obras refletem diferentes contextos culturais, históricos e subjetivos. No Evangelho, evidencia-se a dualidade entre traição, perdão e redenção. Em Dáfnis e Cloé, o Eros manifesta-se como força irresistível ligada ao destino das personagens em um mundo ainda helenizado. Na obra proustiana, destaca-se a relação materna e sua influência sobre os sentimentos do protagonista diante das relações femininas em uma sociedade moderna. Já no conto de Tchékhov, observa-se a inversão do ônus amoroso, em que o beijo deixa de representar a expressão final do amor para tornar-se seu primeiro movimento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa centrada na análise do beijo como símbolo histórico, narrativo e cultural.
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