Concepções de estudantes do 1º ano do ensino medio sobre genética

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46636/recital.v8i1.754

Palavras-chave:

Ensino de genética, DNA, Concepções discentes, Ensino de biologia

Resumo

O ensino de Ciências baseado na investigação constitui uma abordagem relevante para a aprendizagem, pois favorece a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento científico. O presente artigo tem como objetivo analisar as concepções de alunos do Ensino Médio, acerca de temas relacionados à genética, buscando oferecer subsídios para o desenvolvimento de metodologias de ensino, articuladas às suas vivências. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi realizada com estudantes em uma escola pública da Baixada Fluminense (RJ), por meio da aplicação de um questionário contendo quatro perguntas abertas sobre DNA, hereditariedade,
semelhanças familiares e doenças genéticas. Os resultados evidenciam a predominância de conhecimentos oriundos do senso comum, além de diferentes concepções equivocadas. A análise comparativa das respostas revelou uma progressão limitada nas explicações dos estudantes: inicialmente, prevaleceram interpretações cotidianas; posteriormente, surgiram referências superficiais à genética; em seguida, observou-se equilíbrio entre respostas espontâneas e intermediárias; e, por fim, explicações mais próximas do conhecimento científico. O estudo demonstra que, embora os estudantes possuam conhecimentos intuitivos sobre a transmissão genética, ainda enfrentam dificuldades conceituais na diferenciação entre DNA, gene e genética, evidenciando a necessidade de estratégias investigativas no ensino de Ciências.

Biografia do Autor

Bruno de Barros Ramirez, Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2005) e MBA em Gestão Empreendedora em Educação (2015). Foi professor voluntário do Pré-Vestibular Comunitário da institução EDUCAFRO (2002). Foi aluno da Licenciatura Plena em Ciências Biológicas e do Bacharelado em Biologia animal da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), foi estagiário do Laboratório de Ecologia de Peixes do Instituto de Biologia (IB)/UFRRJ, foi estagiário de Sistemática e Taxonomia de Fanerógamos do Departamento de Botânica do IB/UFRRJ, foi bolsista FAPERJ na graduação trabalhando no Laboratório de Annelyda Polychaeta, foi Mestrando da Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, com bolsa pela CAPES com trabalho em intoxicação por ácido ocadáico em mexilhões com carga horária incompleta. Foi aluno do Curso de Línguas Aberto a Comunidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com Modalidade Inglês (2004) e Espanhol (2004). Foi professor regente de Ciências substituto do Colégio Santa Clara (2008). Iniciou a carreira no Magistério Público Estadual como Professor Regente Docente I de Ciências Físicas e Biológicas em 2008 na primeira matrícula no CIEP Brizolão 169 Maria Augusta Correia e em 2010 na segunda matrícula no Colégio Estadual Sargento Antônio Ernesto. Foi Gestor na área da Direção Geral na Administração Pública na Escola Estadual Castro Alves (2013-2017). Atualmente é professor regente docente I de Biologia, Física e Química pelo Magistério Público Estadual pela Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC)-RJ no Colégio Estadual Professor Murilo Braga na primeira matrícula e no Colégio Estadual Vera Cruz na segunda matrícula. Em 2018 ingressou como professor regente das disciplinas de Ciências e Educação Ambiental, Biologia e Química para Ensino Fundamental no Colégio Batista de Vilar dos Teles na rede particular de ensino.

Vilmar Gomes da Fonseca, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

Doutor em Educação na especialidade de Didática da Matemática (2019) pela Universidade de Lisboa. Mestre em Ensino de Matemática (2011) e Licenciado em Matemática (2003) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é professor EBTT nível D IV do Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ/Nilópolis. É docente colaborador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências - PROPEC/IFRJ e vice coordenador do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino de Matemática do IFRJ. Tem experiência no desenvolvimento de pesquisa e extensão na área de Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes campos: ensino e aprendizagem de Matemática, formação de professores, tecnologias educacionais e avaliação educacional. Desde 2012, atua como colaborador do INEP-MEC na elaboração e revisão de Itens - BNI (SAEB/PROVA BRASIL) e do SETEC como avaliador de cursos. Foi membro da equipe de investigadores da UIDEF ? Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação do IE-ULISBOA (2016-2019). Atualmente é vice líder do Grupo de Pesquisa em Ensino e Aprendizagem de Matemática (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6894231988713016).

Maria Cristina do Amaral Moreira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

Doutora (2013) em Educação em Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nutes, UFRJ. Graduação em Ciências Biológicas na USU, com especialização em ensino de Biologia pela UFF. Pós-Doc (2018/2019) na UNIRIO (RJ). Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, atua nos cursos de Doutorado e Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e na Licenciatura em Física do IFRJ, Nilópolis. Com a experiência na área de Ensino de Ciências, tem a pesquisa voltada para os seguintes temas: Formação de professores, Livro didático de ciências, Experimentação no ensino de ciências, Linguagem da ciência, e Desenvolvimento de Produtos e Processos Educacionais. Lider do grupo de pesquisa GEMEC-Grupo de Estudo de Materiais Educacionais em Ciências, desde 2020 dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5211261816999554

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Publicado

05.06.2026

Como Citar

RAMIREZ, Bruno de Barros; FONSECA, Vilmar Gomes da; MOREIRA, Maria Cristina do Amaral. Concepções de estudantes do 1º ano do ensino medio sobre genética. Recital - Revista de Educação, Ciência e Tecnologia de Almenara/MG, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 236–251, 2026. DOI: 10.46636/recital.v8i1.754. Disponível em: https://recital.almenara.ifnmg.edu.br/recital/article/view/754. Acesso em: 7 jun. 2026.
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